{"id":127,"date":"2010-09-26T12:07:08","date_gmt":"2010-09-26T12:07:08","guid":{"rendered":"http:\/\/maelstromlife.com\/?p=127"},"modified":"2025-09-07T02:39:38","modified_gmt":"2025-09-07T02:39:38","slug":"gilgamesh-e-sisifo-sobre-o-homem-e-sua-finitude-no-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/maelstromlife.com\/en\/2010\/09\/26\/gilgamesh-e-sisifo-sobre-o-homem-e-sua-finitude-no-mundo\/","title":{"rendered":"Gilgamesh e S\u00edsifo: sobre o homem e sua finitude no mundo."},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: justify\">GILGAMESH E S\u00cdSIFO:<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: justify\">sobre o homem e sua finitude no mundo<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify\">Ednei de Genaro<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Aluno mestrando &#8211; UFSC (2008)<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/maelstromlife.com\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/gilgamesh.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"128\" data-permalink=\"https:\/\/maelstromlife.com\/en\/2010\/09\/26\/gilgamesh-e-sisifo-sobre-o-homem-e-sua-finitude-no-mundo\/gilgamesh\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/maelstromlife.com\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/gilgamesh.jpg?fit=150%2C295&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"150,295\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"Gilgamesh\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/maelstromlife.com\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/gilgamesh.jpg?fit=150%2C295&amp;ssl=1\" class=\"size-full wp-image-128 aligncenter\" title=\"Gilgamesh\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/maelstromlife.com\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/gilgamesh.jpg?resize=150%2C295\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"295\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><em>Figura em pedra segurando um le\u00e3o \u00e9 provavelmente Gigalmesh, o rei de Uruk<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center\">(Aramco World, 6\/7\/1996).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/maelstromlife.com\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/sisifo.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"129\" data-permalink=\"https:\/\/maelstromlife.com\/en\/2010\/09\/26\/gilgamesh-e-sisifo-sobre-o-homem-e-sua-finitude-no-mundo\/sisifo\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/maelstromlife.com\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/sisifo.jpg?fit=260%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"260,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"Sisifo\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/maelstromlife.com\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/sisifo.jpg?fit=260%2C300&amp;ssl=1\" class=\"size-full wp-image-129 aligncenter\" title=\"Sisifo\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/maelstromlife.com\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/sisifo.jpg?resize=260%2C300\" alt=\"\" width=\"260\" height=\"300\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center\">S\u00edsifo (1920) &#8211; (\u00f3leo sobre tela de Franz von Stuck (1863\/1928)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>E no final da vida, ap\u00f3s percorrer variadas aventuras para encontrar<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>a f\u00f3rmula da imortalidade, Gilgamesh encontrou uma simples \u2018taverneira\u2019 que disse:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>\u201cPor que vagabundear assim, Gilgamesh? \/ A vida sem fim que buscas, \/Nunca encontrar\u00e1s! \/ Quando os deuses\/ criaram os homens, \/ Eles determinaram-lhes \/ A morte\/ E reservaram a imortalidade \/ Apenas a eles pr\u00f3prios! \/ Tu, de prefer\u00eancia, \/ Enche a pan\u00e7a, \/ Vive alegre, \/ Dia e noite, \/ Festeja diariamente, \/ Dan\u00e7a e diverte-se, \/ Dia e noite, \/ Veste roupas limpas. \/ Lava-te \/ Banha-se, \/ Olha com ternura \/ Teu filho que te d\u00e1 a m\u00e3o, \/ E fa\u00e7a a felicidade de tua mulher, \/ Abra\u00e7a-a a ti: \/ Pois essa \u00e9 \/ A \u00fanica perspectiva dos homens!\u201d <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">(Da \u201cEpop\u00e9ia de Gilgamesh\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A hist\u00f3ria nos mostra que o tema do homem e seu destino no mundo foi palco das mais variadas constru\u00e7\u00f5es mitol\u00f3gicas e religiosas relacionadas com o fen\u00f4meno mais singular da vida: a sua finitude. Muitas civiliza\u00e7\u00f5es nos legaram importantes artes e ensinamentos sobre isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Conhecendo a hist\u00f3ria da humanidade, podemos compreender as cria\u00e7\u00f5es dos mitos e ritos, deuses e dem\u00f4nios, figuras do Bem e do Mal, por meio dos quais o homem deu sentido \u00e0 vida e \u00e0s coisas. Se, ainda hoje, a quest\u00e3o da finitude da exist\u00eancia humana no Ocidente \u00e9 majoritariamente abordada a partir da metaf\u00edsica crist\u00e3, isso se deve \u00e0 ascens\u00e3o dessa religi\u00e3o, desde o in\u00edcio da Idade M\u00e9dia, que transformou nossas formas de sentir e representar o mundo. Hoje, no Ocidente, permeiam o imagin\u00e1rio as ordens n\u00e3o-terrenas \u2014 C\u00e9u, Purgat\u00f3rio e Inferno \u2014 e a prescri\u00e7\u00e3o moral delas derivada; o homem tamb\u00e9m n\u00e3o escapa da ideia de \u201cJu\u00edzo Final\u201d, realizado por um Deus crist\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Irremedi\u00e1vel aos seres vivos, a morte sempre foi um enigma. A pergunta sobre o sentido e o fim da vida, sobre o projeto anterior e ulterior dela, ou sobre a exist\u00eancia e seu al\u00e9m, foi objeto de reflex\u00e3o em diferentes civiliza\u00e7\u00f5es. As hist\u00f3rias de Gilgamesh, da civiliza\u00e7\u00e3o sum\u00e9ria, e de S\u00edsifo, grega, constituem dois grandes legados da Antiguidade, narrativas emblem\u00e1ticas sobre a finitude humana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Gilgamesh, rei dos sum\u00e9rios, que viveu h\u00e1 mais de 2.000 anos a.C., foi o primeiro homem conhecido a se revoltar contra o destino mais certo e aterrador: a morte. Sua \u201cEpop\u00e9ia\u201d, com mais de 2.000 versos, \u00e9 uma das lendas mais antigas j\u00e1 escritas, transmitida pelos primeiros inventores da escrita, antes mesmo de Homero ser reconhecido como autor da \u201cOdiss\u00e9ia\u201d, por volta de 700 a.C.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Conta a lenda que Gilgamesh, homem de excepcional grandeza e for\u00e7a, tornou-se tirano e viveu sua vida com orgulho, sem arrependimento. Revoltando-se contra a morte, buscou a imortalidade, desafiando a vontade dos deuses. Estes o puniram criando um s\u00f3sia, Enkidu, oposto de sua personalidade. Ao saber disso, Gilgamesh tornou-se amigo de Enkidu. Juntos, ambos ambicionaram abolir a l\u00f3gica inevit\u00e1vel da morte. No entanto, a Epop\u00e9ia transforma-se em terr\u00edvel elegia: quando Enkidu \u00e9 morto pelos deuses, Gilgamesh presencia a cena brutal. \u00c9 surpreendido, ent\u00e3o, pela morte fulminante de seu s\u00f3sia, algo que tanto temia. Assiste \u00e0 for\u00e7a destruidora dos movimentos e alegrias da vida, \u00e0 for\u00e7a aniquiladora da beleza do corpo e \u00e0 exibi\u00e7\u00e3o do oposto de tudo que \u00e9 encantador ao homem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Triste, Gilgamesh procurou abandonar sua obsess\u00e3o vaidosa contra a morte, perambulou e cumpriu suas obriga\u00e7\u00f5es como rei, tentando conservar sua juventude. Seu aprendizado estava em louvar um otimismo resignado, \u00fanica atitude razo\u00e1vel diante da ordem do mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Na antiga Mesopot\u00e2mia, os deuses, de fei\u00e7\u00f5es humanas e imortais, eram fontes de adora\u00e7\u00e3o e ensinamento, tanto para serem servidos quanto para servir. Os homens podiam desfrutar de suas capacidades e qualidades, mas, diferentemente dos deuses, eram feitos de \u201cargila\u201d, perec\u00edveis e mortais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A quest\u00e3o da morte n\u00e3o \u00e9 exclusiva dos sum\u00e9rios. A antiga civiliza\u00e7\u00e3o eg\u00edpcia floresceu a partir de uma religi\u00e3o que buscava a uni\u00e3o e intimidade entre homens e deuses. Os eg\u00edpcios constru\u00edram grandes templos e pir\u00e2mides para vener\u00e1-los e desenvolveram um culto que possibilitava a eternidade ap\u00f3s a morte, incluindo riquezas e honrarias. Na morte dos grandes reis, realizavam-se elaborados embalsamamentos, adornando os corpos com obras de arte. At\u00e9 hoje admira-se tal religiosidade e ostenta\u00e7\u00e3o funer\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os astecas, por sua vez, possu\u00edam uma cultura peculiar em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 morte. Povo polite\u00edsta, atribu\u00eda divindades e ritos a cada momento da vida. Suas rela\u00e7\u00f5es com os deuses os levavam a oferecer sacrif\u00edcios humanos, em troca de d\u00e1divas perenes da natureza. Para eles, a vida estava nas m\u00e3os das divindades, que deviam ser respeitadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Na Gr\u00e9cia antiga, a revolta contra o destino inevit\u00e1vel tamb\u00e9m gerou personagens de admira\u00e7\u00e3o e ensinamento. O mito de S\u00edsifo trata da finitude humana: rei lend\u00e1rio de Corinto, tentou enganar os deuses para escapar da morte. Descoberto, foi condenado aos Infernos a empurrar uma enorme rocha at\u00e9 o cume de uma montanha, tarefa sem fim, pois cada vez que atingia o topo, a rocha rolava montanha abaixo, e S\u00edsifo reiniciava o trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O mito de S\u00edsifo foi eternizado na filosofia e literatura ocidental como s\u00edmbolo do amor sincero do homem pelo mundo. S\u00edsifo desafia os deuses, odeia a morte e ama a vida. Mesmo consciente da tortura a que foi condenado, prefere permanecer dono de seu destino e superar o conflito entre ator e cen\u00e1rio, isto \u00e9, entre homem e mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">S\u00edsifo representa a vit\u00f3ria tr\u00e1gica do homem sobre seu destino. \u00c9 um mito mortal, s\u00e1bio e prudente, cuja morte depende de sua pr\u00f3pria vontade. O franc\u00eas Albert Camus, no s\u00e9culo XX, escritor de obras liter\u00e1rias e ensaios filos\u00f3ficos, foi possivelmente o maior int\u00e9rprete do mito, dedicando-lhe seu ensaio mais importante: <em>O Mito de S\u00edsifo<\/em>[1]. Toda sua vida e pensamento refletiram essa atitude de contempla\u00e7\u00e3o existencial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Camus viveu e refletiu sobre o sentido da vida com grande agnosticismo. Sua obra parte da premissa de que a exist\u00eancia \u00e9 desvinculada da ideia de intera\u00e7\u00e3o com um mundo f\u00edsico intelig\u00edvel. Perguntas como \u201cA vida seria um absurdo?\u201d ou \u201cQual o trabalho \u00fatil da vida?\u201d s\u00e3o centrais em seu pensamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Camus recupera do mito de S\u00edsifo o tema da ang\u00fastia humana diante da impot\u00eancia frente ao destino. S\u00edsifo evidencia a fragilidade do homem em rela\u00e7\u00e3o ao mundo. Como pensador e artista, Camus expressou esse questionamento com carga est\u00e9tica admir\u00e1vel, interpretando seu tempo e construindo um modo pr\u00f3prio de vida, rompendo com tradi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cO mundo s\u00f3 tem sentido porque o damos\u201d, escreve Camus em seu ensaio. S\u00edsifo \u00e9 feliz realizando sua vida, assim como o homem n\u00e3o abdica do sentimento de felicidade ao escrever um romance, mesmo sem aparente sentido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Diante das circunst\u00e2ncias arbitr\u00e1rias da vida e da indiferen\u00e7a do mundo, Camus formula uma intui\u00e7\u00e3o fundamental: a absurdidade da vida. A frase de Nietzsche, \u201cO que importa n\u00e3o \u00e9 a vida, \u00e9 a eterna vivacidade\u201d, revela o sentido de vida que Camus busca. Os sentimentos de revolta, liberdade e paix\u00e3o presentes em S\u00edsifo expressam as rea\u00e7\u00f5es mais \u00edntimas e positivas do homem diante da irracionalidade da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para Camus, a resposta \u00e0 pergunta que atormentou Shakespeare em <em>Hamlet<\/em> passa pelo caminho da paix\u00e3o. A interpreta\u00e7\u00e3o do mito refor\u00e7a que \u00e9 necess\u00e1rio simplesmente continuar experimentando a exist\u00eancia. A paix\u00e3o pela vida satisfaz sua est\u00e9tica existencial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No s\u00e9culo XIX, Flaubert, em <em>Madame Bovary<\/em>, criou uma personagem libert\u00e1ria e libertina, em busca de uma vida verdadeira e aut\u00eantica. Bovary \u00e9 um exemplo do \u201ccaminho da paix\u00e3o\u201d que Camus enfatiza. Condenada ao submisso papel feminino da moral de seu tempo, ela busca sua autenticidade diante do mundo. Flaubert enfatiza a tens\u00e3o entre sua energia vital e os limites impostos pela moralidade. No final, diante do dilema de escolher entre abdicar de suas transgress\u00f5es ou perder a autenticidade, Bovary opta pelo suic\u00eddio, que paradoxalmente expressa seu amor \u00e0 verdadeira vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em Camus e Flaubert, temos uma grande express\u00e3o moderna sobre o tema do homem e sua finitude. A busca por uma exist\u00eancia plena no mundo moderno impulsionou novas reflex\u00f5es filos\u00f3ficas e liter\u00e1rias. No s\u00e9culo XX, o pensamento se abriu \u00e0 fenomenologia, abordando a ang\u00fastia humana diante da brevidade da vida. A reflex\u00e3o aproximou-se do confronto entre a irracionalidade natural e o desejo humano por clareza, emanando da interioridade obstinada do homem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Seja na reden\u00e7\u00e3o ou na salva\u00e7\u00e3o, \u00e0 semelhan\u00e7a de S\u00edsifo e Gilgamesh, o homem enfrenta o princ\u00edpio hostil da morte, imposs\u00edvel de ser dissimulado. Al\u00e9m de Camus, fil\u00f3sofos como Kierkegaard, Schopenhauer, Heidegger e Sartre tamb\u00e9m refletiram sobre o ser-no-mundo e sua dimens\u00e3o temporal. Infelizmente, cabe-nos encerrar este ensaio. Como diria Camus: \u201c(&#8230;) a vida \u00e9 pequena para quem tanto pensa&#8230; O tempo \u00e9 curto, a alma estarrece e o absurdo se evidencia\u201d.<\/p>\n<hr size=\"1\" \/>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"http:\/\/osertanejo.multiply.com\/journal\/compose#_ftnref1\"><span style=\"text-decoration: underline\">[1]<\/span><\/a> CAMUS, Albert, 2004, \u201cO Mito de S\u00edsifo\u201d. Rio de Janeiro: Record.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>GILGAMESH E S\u00cdSIFO: sobre o homem e sua finitude no mundo Ednei de Genaro Aluno mestrando &#8211; UFSC (2008) Figura em pedra segurando um le\u00e3o \u00e9 provavelmente Gigalmesh, o rei de Uruk (Aramco World, 6\/7\/1996). 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