{"id":138,"date":"2010-09-26T12:19:00","date_gmt":"2010-09-26T12:19:00","guid":{"rendered":"http:\/\/maelstromlife.com\/?p=138"},"modified":"2026-05-22T19:40:11","modified_gmt":"2026-05-22T19:40:11","slug":"acao-politica-em-hannah-arendt","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/maelstromlife.com\/en\/2010\/09\/26\/acao-politica-em-hannah-arendt\/","title":{"rendered":"A\u00e7\u00e3o pol\u00edtica em Hannah Arendt."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O QUE SIGNIFICA <em>A\u00c7\u00c3O POL\u00cdTICA<\/em> EM HANNAH ARENDT?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/maelstromlife.com\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/hannah-arendt3.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"139\" data-permalink=\"https:\/\/maelstromlife.com\/en\/2010\/09\/26\/acao-politica-em-hannah-arendt\/hannah-arendt3\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/maelstromlife.com\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/hannah-arendt3.jpg?fit=300%2C209&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"300,209\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"hannah-arendt3\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/maelstromlife.com\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/hannah-arendt3.jpg?fit=300%2C209&amp;ssl=1\" class=\"alignleft size-full wp-image-139\" title=\"hannah-arendt3\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/maelstromlife.com\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/hannah-arendt3.jpg?resize=300%2C209\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"209\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Ednei de Genaro<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Mestrando pela UFSC [2008]<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cO mundo comum \u00e9 aquilo que adentramos ao nascer e deixamos para tr\u00e1s quando morremos. <\/em><em>Transcende a dura\u00e7\u00e3o de nossa vida tanto no passado como no futuro: preexistia \u00e0 <\/em><em>nossa chegada e sobreviver\u00e1 \u00e0 nossa breve perman\u00eancia. \u00c9 isso o que temos em comum <\/em><em>n\u00e3o s\u00f3 com aqueles que vivem conosco, mas tamb\u00e9m com aqueles que vir\u00e3o depois de n\u00f3s\u201d <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(ARENDT, Hannah, 2004, A Condi\u00e7\u00e3o Humana, p.65).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A concep\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica em H. Arendt est\u00e1 profundamente fundamentada na ideia de nossa condi\u00e7\u00e3o de exist\u00eancia humana no mundo. Esta pensadora, diante de uma \u00e9poca que ela pr\u00f3pria denominou de \u201ctempos sombrios\u201d, enfrentou a crise do pensamento vivida pelo Ocidente no s\u00e9culo XX, produzindo uma das reflex\u00f5es mais profundas sobre os problemas pol\u00edticos e \u00e9ticos de seu tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nosso ensaio prop\u00f5e uma breve interpreta\u00e7\u00e3o das ideias-chave que conferiram \u00e0 autora uma percep\u00e7\u00e3o original e radical da a\u00e7\u00e3o (pr\u00e1xis) pol\u00edtica na democracia[1]. Observaremos na obra desta pensadora uma fenomenologia inovadora na defini\u00e7\u00e3o de liberdade, que conduz \u00e0 concep\u00e7\u00e3o de pol\u00edtica como modo de exist\u00eancia, assim como uma importante distin\u00e7\u00e3o entre os termos trabalho, labor e a\u00e7\u00e3o. Essa distin\u00e7\u00e3o permitir\u00e1 localizar a inst\u00e2ncia da a\u00e7\u00e3o como essencialmente p\u00fablica e pol\u00edtica, bem como constatar as manifesta\u00e7\u00f5es decorrentes da \u201ccrise da pol\u00edtica\u201d que afetam as sociedades democr\u00e1ticas modernas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As bases da teoria pol\u00edtica de H. Arendt originam-se da condi\u00e7\u00e3o c\u00edclica do homem no mundo. Esta percep\u00e7\u00e3o fenomenol\u00f3gica, conforme a reflex\u00e3o apresentada na ep\u00edgrafe, evidencia a brevidade da vida humana diante da Hist\u00f3ria: n\u00e3o somos os primeiros nem os \u00faltimos a habitar a Terra. Ao surgirmos no mundo, somos educados segundo a dimens\u00e3o cultural de uma determinada \u00e9poca, com seus problemas e prazeres. Estamos imersos em um universo cultural do qual somos formados e ao qual conferimos sentidos e fun\u00e7\u00f5es para a pol\u00edtica na vida p\u00fablica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Arendt, o conjunto de tradi\u00e7\u00f5es que nos s\u00e3o transmitidas e que mobilizamos constitui o atributo fundamental do conceito de liberdade, uma vez que envolve as atividades do mundo comuns aos homens \u2013 isto \u00e9, a esfera da vida p\u00fablica. A dimens\u00e3o da vida p\u00fablica \u00e9, portanto, o estado que possibilita a express\u00e3o da liberdade humana[2]. Se somos livres, teremos uma vida p\u00fablica que manifesta essa liberdade. H. Arendt adota uma concep\u00e7\u00e3o de liberdade dita negativa: ela adv\u00e9m da capacidade da a\u00e7\u00e3o humana em fundar e preservar corpos pol\u00edticos nos quais os homens, por meio de seus feitos e palavras, se apresentam uns aos outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A liberdade pr\u00e1tica dos homens no mundo, em Arendt, n\u00e3o se afirma pelo livre-arb\u00edtrio da consci\u00eancia individual (como em \u201cFundamenta\u00e7\u00e3o da Metaf\u00edsica dos Costumes\u201d, de I. Kant), mas pela realidade dada pela vida activa no mundo. \u201cO mundo humano\u201d, escreve H. Arendt (2004, p. 120), \u201c\u00e9 sempre produto do amor mundi do homem, um artif\u00edcio humano cuja imortalidade potencial est\u00e1 sujeita \u00e0 mortalidade daqueles que chegam a viver nele\u201d. N\u00e3o h\u00e1 vida sem as atividades que a tornam poss\u00edvel; \u00e9 o amor do homem ao mundo que convoca sua exist\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a pensadora, a distin\u00e7\u00e3o \u2013 e, sobretudo, a rela\u00e7\u00e3o \u2013 entre vida activa e vida contemplativa \u00e9 crucial para uma exist\u00eancia orientada por reflex\u00e3o criativa e por uma postura pol\u00edtica aut\u00eantica no mundo. O homem, al\u00e9m de possuir intelig\u00eancia, \u00e9, antes de tudo, o <em>animal laborans<\/em>, que desempenha ciclicamente suas necessidades vitais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cumpre analisar que a vida activa \u00e9 constitu\u00edda por tr\u00eas no\u00e7\u00f5es fundamentais: labor, trabalho e a\u00e7\u00e3o. O labor refere-se aos esfor\u00e7os que um ser vivo realiza para manter sua vida e perpetuar a esp\u00e9cie. O trabalho diz respeito aos esfor\u00e7os voltados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o do mundo dos artefatos, objetos \u00fateis \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o e facilita\u00e7\u00e3o da vida. Arendt ressalta que o trabalho n\u00e3o constitui a raiz da socializa\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 uma atividade \u00e0 parte do \u201cmundo pol\u00edtico\u201d, ligada apenas \u00e0 subsist\u00eancia (ARENDT, 2004, p. 56). O problema \u00e9 que \u2013 como adiantamos \u2013 no decorrer da Hist\u00f3ria, as atividades humanas evolu\u00edram de \u201cfabricantes de instrumentos\u201d, meros artes\u00e3os, para a figura do <em>animal laborans<\/em> moderno: o oper\u00e1rio ou trabalhador. A vida moderna, segundo Arendt, situa-se na perspectiva de um mundo que eleva a emancipa\u00e7\u00e3o do trabalhador (ou a supera\u00e7\u00e3o do \u201creino da necessidade\u201d, como sustentam os marxistas) como o \u00fanico interesse da vida humana, centrado na abund\u00e2ncia de bens materiais e no dom\u00ednio da Natureza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 na no\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00e3o que Arendt repensa a pol\u00edtica. A pensadora distingue internamente dimens\u00f5es da vida activa e contemplativa: pensar, querer e julgar s\u00e3o propriedades da vida contemplativa[3]. Esta \u00faltima \u00e9 um atributo presente, em regra, a todos os seres humanos. Arendt enfatiza que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio ser especialista ou profissional para se tornar um pensador (no sentido amplo) e ter capacidade de realizar julgamentos pol\u00edticos aut\u00eanticos. Ela recorre \u00e0 Gr\u00e9cia Antiga para iluminar sua reflex\u00e3o. O ato de pensar \u00e9, acima de tudo, uma atitude socr\u00e1tica. S\u00f3crates mostrou que o pensamento \u00e9 o maior artif\u00edcio humano para confrontar o mal. Em \u00faltima an\u00e1lise, Arendt sustenta que, como em S\u00f3crates, pensar e agir n\u00e3o podem estar em contradi\u00e7\u00e3o; uma vida sem exame e reflex\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma vida plena.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A. BERTEN (2004, p. 79) ajuda a compreender que, em Arendt, a a\u00e7\u00e3o (pr\u00e1xis) e a palavra do homem (o ser \u201cdotado de linguagem\u201d) \u201cse ligam \u00e0 \u2018pluralidade\u2019 dos homens que vivem juntos, revelando tamb\u00e9m \u2018esta \u00fanica individualidade\u2019 que pertence a cada um. A a\u00e7\u00e3o \u00e9 o que instaura o novo, o inesperado\u201d. \u201cO fato de que o homem \u00e9 capaz de a\u00e7\u00e3o\u201d, escreve Arendt (apud BERTEN, 2004, p. 79), \u201csignifica que de seu lado podemos esperar o inesperado; significa que ele est\u00e1 \u00e0 altura de realizar o que \u00e9 infinitamente improv\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A originalidade radical reside em compreender a a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica como n\u00e3o final\u00edstica e n\u00e3o teleol\u00f3gica, admitindo sua exist\u00eancia diante da conting\u00eancia e, frequentemente, de ordens que n\u00e3o se vinculam a propriedades \u00e9ticas. O amor ao mundo frequentemente exige que as a\u00e7\u00f5es pol\u00edticas dos indiv\u00edduos estejam, do ponto de vista moral, em desacordo consigo mesmos. Ao conceber a pol\u00edtica como \u201cum fim em si mesmo\u201d, Arendt exerce cr\u00edtica, por exemplo, \u00e0 \u201cDeclara\u00e7\u00e3o dos Direitos Humanos\u201d, proclamada pela Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, e \u00e0 concep\u00e7\u00e3o de \u201cContrato Social\u201d. BERTEN (2004, p. 80) observa que \u201cpara Arendt, em todo caso, esses \u2018procedimentos\u2019 [da constitui\u00e7\u00e3o do viver juntos] n\u00e3o podem, em hip\u00f3tese alguma, ser pensados independentemente dos conte\u00fados de sentido oferecidos pelas tradi\u00e7\u00f5es: a ideia de contrato social \u00e9 absurda, pois sugere que podemos conceber um modelo de sociedade independente daquilo que realizamos ao longo da hist\u00f3ria\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A impossibilidade de separar filosofia moral e moral pol\u00edtica implica que se pode amar a si mesmo e ser prejudicial ao mundo (ARENDT, 2004, Cap. 7). A incapacidade de pensar na vida moderna traduz-se, sobretudo, na dificuldade de julgamento sobre os acontecimentos e, consequentemente, na inabilidade de lidar com o que \u00e9 esteticamente ou moralmente danoso \u00e0 vida p\u00fablica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao refletir sobre a virtude diante das quest\u00f5es de sua \u00e9poca, H. Arendt sublinha o car\u00e1ter problem\u00e1tico da concilia\u00e7\u00e3o entre princ\u00edpios morais e pol\u00edtica desde os gregos. Se a \u00e9tica grega tinha como eixo o \u201ccuidado com a alma\u201d, a pol\u00edtica tem como eixo o \u201ccuidado com o mundo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 a conformidade com a moralidade social que assegura a plenitude da vida. A mobilidade criativa da a\u00e7\u00e3o e a necessidade de fundamentar nossas decis\u00f5es s\u00e3o imprescind\u00edveis na pol\u00edtica. Ao repensar a a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, Arendt, fil\u00f3sofa de origem judaica, buscou respostas para as crises e cat\u00e1strofes da Europa da primeira metade do s\u00e9culo XX. Entre esses eventos, destacam-se a crise das tradi\u00e7\u00f5es, a ascens\u00e3o da individualidade diante do decl\u00ednio da esfera p\u00fablica e o surgimento de ideologias que culminaram em uma nova forma de organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica: o totalitarismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Arendt, a principal manifesta\u00e7\u00e3o dessas crises \u00e9 a perda do senso comum, entendido n\u00e3o em sua acep\u00e7\u00e3o corrente (como oposi\u00e7\u00e3o ao saber cient\u00edfico), mas como aus\u00eancia de significados compartilhados por uma comunidade pol\u00edtica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As consequ\u00eancias mais graves dessa perda s\u00e3o a anula\u00e7\u00e3o da responsabilidade individual frente ao mundo comum. Com os investimentos humanos voltados para o eu ou a fam\u00edlia, a redu\u00e7\u00e3o do <em>animal laborans<\/em> \u00e0 esfera do trabalho limitou sua busca por bem-estar e felicidade \u00e0 dimens\u00e3o do consumo. \u201cA sociedade [do s\u00e9culo XX], sentenciou ARENDT (2004, p. 56), \u00e9 a forma na qual o fato da depend\u00eancia m\u00fatua em prol da subsist\u00eancia, e de nada mais, adquire import\u00e2ncia p\u00fablica e na qual as atividades voltadas \u00e0 mera sobreviv\u00eancia s\u00e3o admitidas em pra\u00e7a p\u00fablica\u201d. A ascens\u00e3o dos regimes totalit\u00e1rios evidenciou dramaticamente essa crise. Neles, a aliena\u00e7\u00e3o do \u201camor do homem ao mundo\u201d criou uma sociedade, como na Alemanha nazista, em que a perda total da liberdade e do valor da esfera privada e p\u00fablica foi agravada por uma ing\u00eanua coloniza\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica do mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sua leitura da hist\u00f3ria do s\u00e9culo XX levou Arendt a compreender tanto a crise da pol\u00edtica quanto a solid\u00e3o vivida pelas massas. A experi\u00eancia do povo alem\u00e3o foi marcada por profunda solid\u00e3o[4] \u2013 uma avers\u00e3o total ao <em>amor mundi<\/em>. Foi assim que o \u201cmundo judaico\u201d p\u00f4de ser desumanizado, uma vez que a solid\u00e3o representou, por excel\u00eancia, a paix\u00e3o anti-pol\u00edtica, ou seja, a radical perda do dom\u00ednio sobre si e sobre os outros. Para Arendt, o Holocausto e a frieza nazista evidenciaram a express\u00e3o mais desumana da ignor\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 autenticidade da a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e ao dom\u00ednio aterrorizante das formas banais de conduta maliciosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas: <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ARENDT, Hannah, 2004, <strong><em>A condi\u00e7\u00e3o humana<\/em><\/strong>. 10. ed., Forense Universit\u00e1ria, Rio de Janeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ARENDT, Hannah, 1997, <strong><em>\u201cO que \u00e9 Liberdade?\u201d<\/em><\/strong>, pp. 188-220. In: Entre o passado e o futuro. Perspectiva, S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BERTEN, Andr\u00e9, 2004, <strong><em>\u201cA pol\u00edtica do bem comum e da vida boa. A tradi\u00e7\u00e3o aristot\u00e9lica\u201d<\/em><\/strong>, pp. 70-85. <em>In<\/em>: Revista Filosofia Pol\u00edtica, Paulus, S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<hr size=\"1\" \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/osertanejo.multiply.com\/journal\/compose#_ftnref1\"><span style=\"text-decoration: underline;\">[1]<\/span><\/a> Apoiamos, para tanto, em partes da obra \u201cA Condi\u00e7\u00e3o Humana\u201d (2004), no artigo \u201cQue \u00e9 Liberdade?\u201d (1997), ambos de H. Arendt; e no artigo de A. BERTEN (2004).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/osertanejo.multiply.com\/journal\/compose#_ftnref2\"><span style=\"text-decoration: underline;\">[2]<\/span><\/a> \u201c(&#8230;) para ser livre, o homem deveria ter se liberado das necessidades da vida. O estado de liberdade, por\u00e9m, n\u00e3o se seguia automaticamente do ato de libera\u00e7\u00e3o. A liberdade necessitava, al\u00e9m da mera libera\u00e7\u00e3o, da companhia de outros homens que estivessem no mesmo estado, e tamb\u00e9m de um espa\u00e7o p\u00fablico comum para encontr\u00e1-los \u2013 um mundo politicamente organizado em outras palavras, no qual cada homem livre poderia inserir-se por palavras e feitos\u201d (ARENDT, 1997, p. 194).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/osertanejo.multiply.com\/journal\/compose#_ftnref3\"><span style=\"text-decoration: underline;\">[3]<\/span><\/a> Para o entendimento pleno destas no\u00e7\u00f5es dadas pela autora, ver <em>Cap\u00edtulo I, \u201cA Condi\u00e7\u00e3o Humana\u201d<\/em> (ARENDT, 2004, pp. 15-30).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/osertanejo.multiply.com\/journal\/compose#_ftnref4\"><span style=\"text-decoration: underline;\">[4]<\/span><\/a> \u201cNas circunst\u00e2ncias modernas, [a] priva\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es &#8216;objetivas&#8217; com os outros e de uma realidade garantida por interm\u00e9dio destes \u00faltimos tornou-se o fen\u00f4meno de massa da solid\u00e3o, no qual assumiu sua forma mais extrema e mais anti-humana\u201d (ARENDT, H., 2004, p. 68).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O QUE SIGNIFICA A\u00c7\u00c3O POL\u00cdTICA EM HANNAH ARENDT? &nbsp; Ednei de Genaro Mestrando pela UFSC [2008] \u201cO mundo comum \u00e9 aquilo que adentramos ao nascer e deixamos para tr\u00e1s quando morremos. 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